Seminário: «Crescer com Equilíbrio: O Papel das Redes Sociais e da Família no Futuro das Crianças» em Castelo Branco - Seminário: «Crescer com Equilíbrio: O Papel das Redes Sociais e da Família no Futuro das Crianças» em Castelo Branco

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Seminário: «Crescer com Equilíbrio: O Papel das Redes Sociais e da Família no Futuro das Crianças» em Castelo Branco

Cerca de 100 participantes debateram a pobreza infantil, a saúde mental e os desafios das redes sociais, num encontro que contou com o envolvimento do IPDJ.

27/10/2026

O encontro «Crescer com Equilíbrio: O Papel das Redes Sociais e da Família no Futuro das Crianças» reuniu cerca de 100 participantes, no dia 23 de outubro de 2026, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco.

Promovida pela EAPN Portugal - Núcleo Distrital de Castelo Branco, em articulação com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Castelo Branco, a iniciativa contou com o envolvimento das entidades parceiras que integram a Comissão Alargada da CPCJ e do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). O encontro integrou as iniciativas da Semana da Erradicação da Pobreza e foi acreditado pelo Centro de Formação da Associação de Escolas AltoTejo (CFAE AltoTejo).

Na sessão de abertura, Hélio Ferreira, técnico da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, destacou a importância da articulação entre as comissões de proteção e as organizações da comunidade, alertando para os desafios associados à negligência parental e à utilização das redes sociais. O vice-reitor da Universidade Politécnica de Castelo Branco e Cristelle Domingues, vereadora da Câmara Municipal de Castelo Branco, salientaram igualmente a pertinência da iniciativa e a necessidade de mobilizar a comunidade para a promoção do desenvolvimento e do bem-estar das crianças e jovens.

A pobreza infantil esteve no centro da intervenção de Fátima Veiga, socióloga da EAPN Portugal, que analisou os seus impactos sociais, emocionais e geracionais. A intervenção abordou o peso dos custos da habitação nos orçamentos familiares e os desafios da concretização das políticas de combate à pobreza, reforçando a importância de políticas sociais abrangentes, da intervenção local e da participação ativa dos cidadãos.

Na área da saúde mental, Ana Margarida Moreira, pedopsiquiatra da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, alertou para os efeitos da utilização excessiva dos dispositivos digitais nas relações familiares, na comunicação e na autorregulação emocional das crianças e jovens. Destacou, neste contexto, a importância do envolvimento parental e da atenção dos profissionais de educação.

Por sua vez, Carla Dias Costa, psicóloga, refletiu sobre as vulnerabilidades das crianças no contexto digital e sobre a responsabilidade partilhada entre famílias, escolas, comunidade e entidades de proteção na construção de ambientes mais seguros.

Durante a tarde, Bruno Trindade, animador sociocultural do Agrupamento de Escolas Nuno Álvares, abordou as consequências da utilização excessiva dos telemóveis, nomeadamente o isolamento, o sedentarismo e as dificuldades de socialização. Defendeu a valorização dos recreios como espaços de brincadeira, convívio e participação, capazes de fortalecer os laços entre crianças e jovens.

O contributo do IPDJ incluiu a participação de Inês Silva, psicóloga e voluntária do programa «Navegas em Segurança», que partilhou a sua experiência de trabalho com jovens e abordou a forma como estes se relacionam nas redes sociais.

Na moderação, o professor Luís, do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, partilhou experiências de inclusão nos recreios e de envolvimento dos alunos na construção de alternativas de convívio e interação.

As questões, os testemunhos e a partilha de experiências dos participantes reforçaram a relevância dos temas debatidos e a necessidade de continuar a promover espaços de diálogo entre os diferentes intervenientes.

O encontro deixou uma mensagem central: proteger as crianças é uma responsabilidade de todos. Perante os desafios da pobreza, das desigualdades e do mundo digital, a articulação entre famílias, escolas, comunidade e instituições assume um papel fundamental na promoção dos direitos, da inclusão e do bem-estar das crianças e jovens.

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Atualizado em: 27/10/2026

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