Entrega de Prémios da XIV edição do Concurso “A Ética na Vida e no Desporto” destaca talento e reforça a importância dos valores no desporto - Entrega de Prémios da XIV edição do Concurso “A Ética na Vida e no Desporto” destaca talento e reforça a importância dos valores no desporto

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Entrega de Prémios da XIV edição do Concurso “A Ética na Vida e no Desporto” destaca talento e reforça a importância dos valores no desporto

Uma iniciativa integrada no Plano Nacional de Ética no Desporto.

02/06/2026

A Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa, foi palco, no dia 2 de junho, da cerimónia de entrega de prémios da fase nacional da XIV edição do Concurso Literário “A Ética na Vida e no Desporto”. A iniciativa, promovida pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, no âmbito do Plano Nacional de Ética no Desporto, reuniu alunos, professores, parceiros institucionais e membros do júri, numa celebração da escrita, da cidadania e dos valores no desporto.

A sessão teve início com um momento artístico protagonizado por alunas do 7.º ao 12.º ano do Colégio Monte Maior, que apresentaram uma atuação rítmica expressiva inspirada na figura de Hércules, dando o tom simbólico de superação e força que marcou toda a cerimónia.

Na abertura, foi sublinhada a importância do concurso como espaço de reflexão e criatividade para jovens de todo o país, destacando-se também o papel dos parceiros que asseguram a continuidade da iniciativa: a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), a Fundação do Desporto, o jornal A Bola, o Panathlon Clube de Lisboa e as Direções Regionais do Desporto dos Açores e da Madeira.

A diretora da escola anfitriã, Dulce Monteiro, deu as boas-vindas aos participantes, seguindo-se a intervenção de José Lima, coordenador do PNED, que recordou o percurso e o impacto crescente do concurso.

Esta edição contou com cerca de 300 trabalhos provenientes de todas as regiões do país, incluindo Açores e Madeira. Apenas 40 textos chegaram à fase nacional, refletindo o elevado nível de exigência e qualidade do processo de seleção.

A cerimónia prosseguiu com a entrega de prémios dividida em dois segmentos. No que respeita aos estudantes de Centros Educativos e Estabelecimentos Prisionais, o terceiro lugar foi atribuído a José Silva, do Centro Educativo dos Olivais (Coimbra), com o trabalho “Ética no Desporto”. O segundo prémio distinguiu “Entre o céu e o desporto”, de Luís Azevedo, do Centro Educativo de Santo António (Porto). O primeiro lugar foi conquistado por Bruno Rodrigues, do Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens, com o texto “A honestidade no desporto”, uma reflexão que marcou o júri pelo seu impacto e profundidade.

Já no segmento do ensino público, particular e cooperativo, o terceiro lugar foi atribuído a Inês Neves, do Instituto Duarte de Lemos (Águeda), com “Para além da vitória”. Em segundo lugar ficou Rita Mendes, da Escola Secundária do Fundão, com “Treinador de bancada”. O primeiro prémio foi entregue a Sofia Santos, da Escola Secundária da Sé, na Guarda, pelo trabalho “Reunião extraordinária no Museu das Glórias”, distinguido pela criatividade e abordagem original aos valores desportivos.

Ao longo da cerimónia, os momentos de leitura dos textos premiados foram enriquecidos por breves reflexões dos convidados responsáveis pela entrega dos prémios, que destacaram a importância do desporto enquanto espaço de formação cívica, promoção da ética, inclusão e desenvolvimento pessoal.

A sessão terminou com uma mensagem de Lídia Praça, Vogal do Conselho Diretivo do IPDJ que partilhou ter ficado visivelmente emocionada com as reflexões e com a qualidade dos textos literários apresentados pelos participantes. Realçou "Temos de dar voz e visibilidade a quem faz o certo, a quem escreve sobre o certo e a quem dá os testemunhos certos. É fundamental não termos aquela perceção errada de que só se dá visibilidade ao que está mal".

Lídia Praça assumiu que o IPDJ iria dar visibilidade ao que está certo e assumiu o compromisso de coligir e publicar todos os textos (os atuais e os de edições anteriores) e apresentá-los daqui a um ano, na Feira do Livro.

O encerramento ficou a cargo de uma nova intervenção artística das alunas do Colégio Monte Maior, evocando o “Grito do Povo” na Revolução Francesa, num final simbólico que cruzou história, expressão artística e cidadania.

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