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Saúde Juvenil

 VIH/SIDA



O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) é designado por VIH1 e VIH2 e destrói o sistema imunitário da pessoa infetada, isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem das doenças. O VIH atua nas células do sistema imunitário, responsável pela defesa do corpo. Depois de entrar nas células, o VIH começa a agir e a integrar-se no código genético das células infetadas (ADN).

As células atingidas pelo vírus são os Linfócitos T Auxiliares (CD4+), utilizados pelo vírus para se replicar. Uma pessoa infetada pelo VIH revela-se débil e frágil progressivamente, podendo contrair ou desenvolver infeções muito variadas e/ou determinados tipos de cancro. 

O vírus pode permanecer «adormecido» no organismo, sem manifestar sinais e/ou sintomas durante meses ou mesmo anos. Neste período, as pessoas infetadas com o VIH, são chamadas seropositivas e podem infetar outras pessoas se tiverem comportamentos sexuais de risco.

Existem dois tipos de VIH: o VIH do tipo 1 (VIH-1) e o VIH do tipo 2 (VIH-2), sendo o primeiro o mais frequente em todo o mundo e o VIH-2 o mais frequente em África.

VIH

O vírus VIH encontra-se principalmente no sangue, no sémen, no líquido pré-ejaculatório, nos fluidos vaginais de pessoas infetadas e no leite materno. Assim, a transmissão do vírus só ocorre se estes fluidos corporais entrarem diretamente em contacto com o corpo de outra pessoa pela via sexual e/ou sanguínea, ou, no caso do leite materno, durante a amamentação.

Existem três formas de transmissão:

  • Sangue (produtos e seus derivados)

A principal transmissão ocorre através da partilha de agulhas, seringas e outros objetos utilizados no consumo de drogas, que possam conter sangue contaminado. Outros objetos que contenham sangue não devem ser partilhados. É o caso das lâminas de barbear, piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicure e/ou pedicure.

Atualmente, o sangue usado nas transfusões sanguíneas é testado antes de ser utilizado pelo que não é um risco nestas situações. Dar sangue também não é um problema já que é utilizado material descartável e esterilizado. Este tipo de material, é também utilizado em todos os atos médicos e/ou cirúrgicos, como dar injeções, fazer biopsias, colher sangue, no exame ginecológico, etc.

  • Relações sexuais e secreções sexuais (líquido pré-ejaculatório, esperma e secreções vaginais)

As secreções sexuais de uma pessoa infetada, mesmo que aparentemente saudável, podem transmitir o VIH sempre que exista uma relação ou contacto sexual (vaginal, oral ou anal) sem proteção. Basta uma relação sexual não protegida para a infeção ocorrer. A proteção é fundamental.

  • Gravidez  

O VIH pode ser transmitido da mãe para o bebé durante a gravidez, o parto e/ou o aleitamento. Por isso, é importante realizar o teste do VIH se pretender  engravidar ou em situação de gravidez.

Quando a mãe é seropositiva, ou seja, portadora do VIH, as terapêuticas antirretrovirais ministradas durante a gravidez, reduzem consideravelmente a probabilidade do bebé nascer infetado.

Também é possível ocorrer a transmissão durante o parto, através do sangue perdido, das secreções vaginais ou ainda durante a amamentação, pelo que as mulheres seropositivas não devem amamentar os seus bebés.

O vírus não se transmite através de:

  • Contactos sociais: aperto de mão, toque, abraço, beijo social;

  • Alimentos ou água;

  • Espirros ou tosse;

  • Picadas de insetos;

  • Piscinas ou casas de banho.

Ser seropositivo não significa ter SIDA, mas ser portador do vírus e que o sistema imunitário começou a produzir anticorpos que são detetáveis através da realização de um teste específico (Teste do VIH).

Nos dias de hoje, existe medicação que ajuda a pessoa seropositiva a retardar a evolução para SIDA e a ter uma melhor qualidade de vida. A medicação diminui a multiplicação do VIH, o que reduz o número de vírus nos fluídos corporais (diminuição da carga viral).

Quando uma pessoa é infetada com o VIH, torna-se seropositiva e pode infetar outras pessoas se tiver comportamentos de risco.

A infeção pode ser prevenida:

  • Utilizando o preservativo, externo (masculino) ou interno (feminino) em todas as práticas sexuais, que impliquem a passagem de fluidos corporais de uma pessoa para outra. Na prática de sexo oral (cunnilingus – sexo oral feito à mulher) poderá ser utilizado a banda de látex (Dental Dam) que deverá ser colocada sobre a área vulvar, evitando assim a passagem de fluídos corporais de uma pessoa para outra. Outra opção, é utilizar o preservativo externo (masculino) ou interno (feminino) – depois de desenrolado, corta-se a ponta (o reservatório) e volta a cortar-se longitudinalmente de forma a obter um retângulo de látex que é, posteriormente, colocado sobre a vulva;
  • Não partilhando objetos que possam estar contaminados com sangue, nomeadamente, agulhas e seringas (bem como, todo o material envolvido na preparação da injeção de substâncias por via endovenosa), lâminas de barbear, escovas de dentes;
  • O risco de contágio de uma mãe seropositiva para o seu bebé pode ser diminuído significativamente realizando terapêutica adequada durante a gravidez e evitando o aleitamento materno.

O contágio por VIH-Sida não é restrito aos chamados «grupos de risco». Podem ser infetadas todas as pessoas que tenham comportamentos de risco como práticas sexuais desprotegidasm e partilhem objetos que possam conter sangue (agulhas e seringas, lâminas, entre outros).

É necessário realizar análises de sangue específicas, designadas genericamente Testes do VIH. Deve ser consultado um/a médico/a ou dirigir-se a um centro de aconselhamento e deteção do VIH (CAD) ou a uma organização não governamental (ONG) ou de base comunitária, que trabalhe na prevenção e rastreio do VIH.

Existem dois testes diferentes, mas complementares, para o diagnóstico da infeção VIH: os testes de rastreio e os testes de confirmação que só serão feitos se o teste de rastreio for reativo.

Primeiro é feito o teste de rastreio. Atualmente os mais utilizados são os testes rápidos, que dão uma resposta de reativo ou não reativo entre 15 a 30 minutos. 

Se o teste de rastreio for reativo, há uma elevada probabilidade de infeção pelo VIH e o/a paciente deve ser referenciado/a a um serviço hospitalar, onde será realizado um teste de confirmação da seropositividade.

Se o teste de rastreio for não reativo consideram-se três hipóteses:

  • O comportamento de risco foi há pelo menos um mês, pelo que é necessário realizar um novo teste após três meses, para confirmar a ausência de infeção VIH;
  • Se o comportamento de risco foi há menos de um mês, é necessário aguardar para completar um mês para fazer o primeiro teste, e, se for não reativo, deve ser repetido aos três meses;
  • Se foi há três meses ou mais e o resultado for não reativo, não é necessário repetir o teste - o resultado é seronegativo, não se verifica infecção pelo VIH.

Porquê estes intervalos de tempo?

Porque após a entrada o corpo o vírus demora algum tempo a produzir anticorpos contra o VIH, em quantidade suficiente para serem detetados pelas análises. Este espaço de tempo é designado «período de Janela» e pode durar de um a três meses.

A SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença que resulta da infeção causada pelo VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) e está relacionada com a degradação progressiva do sistema imunitário, podendo ter vários anos de evolução.                                               

Uma vez instalado, o vírus invade e destrói um certo tipo de células do sangue (os Linfócitos T4), que são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra as infeções.  

Pode ser diagnosticada quando aparecem doenças oportunistas (doenças que normalmente não atacam o sistema imunitário saudável), quando determinadas análises clínicas têm valores alterados ou quando se fazem análises específicas para a deteção do VIH.

(S)índrome – Refere-se ao grupo de sintomas que coletivamente caracterizam uma doença. No caso da SIDA, pode incluir o desenvolvimento de determinadas infeções e tumores tal como a diminuição de determinadas células do sistema imunitário (de defesa).  
 

(I)muno(D)eficiência – quer dizer que a doença é caracterizada pelo enfraquecimento do sistema imunitário.  

(A)dquirida – quer dizer que a doença não é hereditária e que se desenvolve após o contacto com um agente infecioso (o VIH).  

São vários e não são específicos da SIDA, isto é, podem ser comuns a outras doenças. Tais como:

  • Febre;
  • Manchas avermelhadas com relevo na zona superior do pescoço e tronco;
  • Gânglios inchados na zona lateral do pescoço e axilas;
  • Dor muscular e/ou nas articulações;
  • Dor de garganta e/ou amígdalas inchadas;
  • Cansaço.

O VIH afeta o sistema imunitário, debilitando-o e tornando mais fácil outros agentes infeciosos alojarem-se no organismo, provocando doenças que se tornam difíceis de tratar. As mais usuais são: pneumonia, tuberculose, Sarcoma de Kaposi (cancro da pele e mucosas).

Atualmente existem diversos serviços de rastreio do VIH - anónimos, confidenciais e gratuitos - que prestam aconselhamento e informação sobre a infeção VIH e efetuam esta análise sem necessidade de identificação ou apresentação de qualquer tipo de documento ou relatório médico - os Centros de Aconselhamento e Deteção Precoce do VIH (CAD).  


Para mais informações, contactar a Sexualidade em Linha (800 222 003).      

Alguns Centros de Aconselhamento e Deteção Precoce do VIH (CAD) realizam testes ao VIH a jovens menores de idade. Na realidade estes centros não têm autoridade para pedir identificação, mas os/as profissionais de saúde podem recusar-se a fazer o teste sem autorização do pai, da mãe ou de um representante legal. Por outro lado, existem outros/as profissionais de saúde que durante o aconselhamento ao/à jovem verificam que a realização do teste ao VIH é pertinente.

Apesar de não existir cura para a infeção por VIH (erradicação definitiva de VIH do organismo) existem medicamentos antirretrovirais que conseguem baixar a quantidade de vírus para valores mínimos e atrasar a evolução da doença, proporcionando aos/às seropositivos/as uma vida mais longa e com qualidade.

 

É um tratamento com medicamentos antirretrovirais que são iniciados imediatamente após a exposição a situações de risco (nas primeiras 72 horas), de forma a poder prevenir a infeção pelo VIH. O objetivo é evitar que o VIH consiga entrar no sistema imunitário da pessoa, instalar-se e reproduzir-se. Esta terapêutica está disponível nos serviços de urgência dos hospitais públicos e privados e está dependente da avaliação do/a médico/a face ao risco de contágio.

Importa referir que apenas protege as pessoas de contraírem a infeção por VIH e não confere proteção em relação a outras infeções de transmissão sexual, pelo que o uso consistente do preservativo interno (feminino) ou externo (masculino) continua a ser a principal medida de prevenção. 

Não. As grávidas infetadas com VIH devem ser referenciadas a uma consulta de alto risco e fazer medicação com antirretrovirais, na gravidez e durante o parto para prevenir a transmissão do VIH da mãe para o filho. Outras medidas são adotadas, tais como: a realização da cesariana e a contraindicação da amamentação do recém-nascido.

Atualizado em: 20/02/2020

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