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Saúde Juvenil

O exame ginecológico

Avaliação



A primeira avaliação do desenvolvimento biológico e sexual dos rapazes e das raparigas é feita na consulta de pediatria ou pelo médico de família por volta dos 9-10 anos, quando se avalia o desenvolvimento mamário, testicular e outros sinais indicadores do início da puberdade. 


A consulta ginecológica 

Nas raparigas, o aparecimento da menarca (primeira menstruação) corresponde, frequentemente, à primeira consulta de ginecologia, que idealmente se realiza nos 6 meses seguintes. Recomenda-se a realização de uma consulta anual de ginecologia, para observar o desenvolvimento, o estado de saúde (relativo à saúde sexual e reprodutiva) e esclarecer dúvidas.

O exame ginecologico

Em que consiste a consulta de ginecologia?

A consulta de ginecologia aborda assuntos relativos a:

  • Sexualidade;
  • Crescimento, ciclos menstruais e corpo;
  • Menstruação e aparelho reprodutor;
  • Contraceção, acesso e utilização;
  • Infeções sexualmente transmissíveis.

Também pode ser realizado um exame ginecológico conhecido como Papanicolau e uma apalpação mamária.


A primeira consulta de ginecologia deve ser marcada logo depois da primeira menstruação e sempre que existam queixas ou sinais de alarme, como por exemplo:

  • Menstruações irregulares e dolorosas, corrimento anormal, acompanhado de mau odor vaginal e com cor diferente da habitual, ardor ou comichão na vagina, ou nos lábios vaginais;

  • Dúvidas sobre crescimento mamário, pêlos, acne, peso e altura, e/ou outros sintomas.

Pode ser igualmente realizada quando se inicia a vida sexual, uma vez que a partir deste momento a rapariga deve fazer um controlo preventivo do seu estado de saúde, pelo menos uma vez por ano.

É o exame realizado à área genital. Trata-se de um procedimento clínico que deve ser iniciado a partir da puberdade e realizado com regularidade ao longo da vida da mulher.

A rapariga/mulher deve deitar-se de costas numa marquesa, com as pernas afastadas e os joelhos ou os pés apoiados em suportes à esquerda e à direita da marquesa. As costas, a cabeça e a vagina devem estar relaxadas. O principal instrumento utilizado no exame são as mãos do(a) próprio(a) médico(a) que examina, mas se for necessário podem ser utilizados instrumentos ginecológicos, como o «espéculo», um instrumento de pequena dimensão com a forma de um «bico de pato», normalmente de metal, que é inserido na vagina a fim de afastar as paredes para que o colo do útero possa ser observado. Existem diferentes tamanhos que são utilizados de acordo com a situação, ou seja, numa rapariga ou numa mulher que ainda não teve relações sexuais, o espéculo deve ter um tamanho mais pequeno.

Apesar de algumas raparigas poderem sentir algum desconforto (por vezes devido a algum nervosismo), habitualmente, não há qualquer dor.

Se for necessário realizar uma análise específica, com a ajuda de uma espátula ou de um cotonete próprio, é retirada uma amostra de células da mucosa do colo do útero ou do exsudado vaginal, que permite avaliar a existência de eventuais células anómalas. Nesta fase, a colheita é indolor e dura muito pouco tempo.

O/a médico/a deve ainda verificar a existência de caroços no peito através de palpação mamária.

Não é habitualmente doloroso, mas depende de mulher para mulher. Há mulheres que poderão sentir algum desconforto ou uma eventual dor associada aos exames físicos, principalmente se estiverem tensas. Por isso, é aconselhado informarem-se devidamente sobre o exame e descontraírem o mais possível. 

Sim. A avaliação do desenvolvimento nos rapazes é igualmente da competência do pediatra, médico/a de família e/ou da consulta de adolescentes no centro de saúde, onde se colocam dúvidas e questões, se obtêm respostas e recomendações médicas no âmbito da saúde e mais especificamente da saúde sexual e reprodutiva. São espaços privilegiados no acesso a informação correta e fidedigna, na aquisição de métodos contracetivos, no acesso ao diagnóstico precoce. 

Nos rapazes são feitos outro tipo de exames, nomeadamente a avaliação do crescimento testicular e se existe Fimose (quando o prepúcio não deixa a glande a descoberto e provoca dores e desconforto).

Os rapazes poderão marcar consulta:

  • Para esclarecer dúvidas, por exemplo, sobre crescimento mamário, pelos, acne, peso e altura, inicio de relações sexuais, entre outros.

  • Quando existam queixas ou sinais de alarme, como por exemplo, dor nos testículos, dor ao urinar ou no pénis, comichão ou alteração do odor genital, elasticidade do prepúcio (fimose).

Caso necessário, os rapazes podem ainda marcar uma consulta de urologia/andrologia.

No entanto, é preciso não esquecer que tanto o rapaz como a rapariga, antes de iniciarem atividade sexual, deverão procurar informação sobre os métodos contracetivos existentes de forma a protegerem-se de uma gravidez não desejada, bem como de infeções sexualmente transmissíveis. Para isso, para além de consultas de urologia/andrologia, podem optar por uma consulta para jovens que existem nos Gabinetes de Saúde Juvenil do IPDJ, nas delegações da Associação para o Planeamento da Família (APF), nos espaços jovens de algumas maternidades, consultas de planeamento familiar nos centros de saúde, entre outros locais.

Atualizado em: 26/03/2020

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