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Anunciados/as vencedores/as da da Mostra Nacional Jovens Criadores num evento que incluiu criações de mais de 130 jovens artistas

A MNJC celebrou os novos talentos com concertos, cinema, exposições, dança, stand-up, gastronomia e muito mais.

30/10/2023

A Mostra Nacional Jovens Criadores voltou a convocar jovens artistas residentes em Portugal, até aos 30 anos, para o mais alargado programa de estímulo à criação. De 27 a 29 de outubro, mais de 130 criadores e criadoras de 15 áreas artísticas distintas apresentaram as suas criações, em Vila do Conde, no evento oficial da MNJC. Foram três dias de concertos, cinema, exposições, dança, stand-up, gastronomia, e muito mais, que culminaram na gala de entrega de prémios com a distinção de mais de 20 artistas, que contou com a presença do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, do vogal do Conselho Diretivo do IPDJ, Carlos Manuel Pereira, e do Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Vítor Costa.

Cada um/a dos/as galardoados/as recebeu um prémio no valor de 1 000 euros e todos/as terão direito, ainda, a uma entrevista individual a ser publicada no Gerador, a 50% de desconto nos cursos e workshops da Academia Gerador durante um ano, a um ano de Cartão Jovem, a ações de visibilidade e a um programa de capacitação e de experiências profissionais.

Lista dos vencedores da edição de 2023

Arte Digital:

Ruben Esteves

Obra: Blooming light

O tema gira em torno de algo que floresce. Uma rapariga, Bloom, tem uma vida cheia de mistérios. Criada por seres misteriosos numa floresta desconhecida, que, após uma catástrofe, herda uma magia que altera a cor do seu cabelo para azul. Borboletas brilham ao seu redor. As folhas e flores irradiam de luz. Será que os humanos veem a sua cor de cabelo normal, ou apenas os escolhidos são capazes?

Arte Têxtil:

Clarisse Silva

Obra: Abrigo temporário

Estamos destinados a seguir uma linha temporal pré-estabelecida, no entanto, surge uma nova noção de tempo, na qual os conceitos temporais são constantemente construídos e desconstruídos de raiz. E é através desta evocação ao passado, e introspeção de determinadas memórias, que surge a obra «Abrigo Temporário». Esta pretende representar o que está ausente para que fique presente, remetendo-nos a espaços que já habitámos, em que corpo e mente se unem, e à efemeridade da vida e a certeza da morte.

Cinema

Afonso Rapazote Flores Simões Saraiva e Bernardo Rapazote Flores Simões Saraiva

Obra: A Febre de Maria João

Meio do século XIX. Um ex-soldado liberal, tornado bandido errante na sequência da paz, regressa à terra que o viu crescer em busca de um teto e da moça que lá deixara. Ao bater à sua porta, apenas encontra abrigo junto do homem com quem ela casou, e a filha que este criou. Este último homem, assim como as suas terras, está debilitado e depende da ajuda da sua única filha que, na flor da idade, mostra interesse em conhecer um mundo além do espaço rural a que foi apresentada.

Cruzamento Disciplinar

Inês Carneiro (n!cho), Sara Neves (n!cho), Carolina Viana (redoma), Joana Rodrigues (redoma), Mariana Vasconcelos

Obra: gesto

O ciclo que se repete. A derradeira conexão. O derradeiro diálogo. Sobre forças e a procura do seu equilíbrio. Gesto inter-respira a vontade de sobreviver entre dois corpos, traduzida pela visão de cinco Mulheres.

Dança

Miguel Ramos Santos e Beatriz Marques Aparício Mira da Silva

Obra: Atopos

Fizeram-me na imagem que criaram para mim, para ela elaborei uma ficção. Impus no outro o peso do óculo, forjei um corpo que não lhe pertence, mas uma voz ecoou nessa fronteira pedindo que o deixasse inundar-se de si próprio. Qualquer atributo foi falso, doloroso, desastrado, incómodo. Tocámos a pele para que sussurrasse respostas. Qual é a voz do teu corpo? Sobre o encantamento pelo outro, a angústia de perder algo que nunca possuímos e o que faz de nós alguma coisa.

Escultura

Bárbara Rosário

Obra: Flexão

Flexão sobre o corpo de prova- Um corpo conceptualizado que é testado na sua resistência e deformação ao sofrer a investida de um agente externo/máquina. Um ciclo de sobrevivência que reflete sobre o espaço de fragilidade e falha do corpo que procura alternativa e superação. Essa procura acaba por resultar em representações de uma alternativa futura, mas também em representações das provações que o presente constitui – conduzindo a uma contemplação do esforço, resistência e superação.

Fotografia

Inês Lopes

Obra: Imersão

A composição fotográfica «Imersão» conta a história de uma adolescente consumida num vício. Retratando a droga, o desespero e a deterioração do mundo de hoje. A sua apresentação visual menos contrastada, tem como intuito salientar a luta da inocência e fragilidade da juventude, com a decadência e a tentação. “Imersão” um projeto analógico em dupla exposição, com a intenção de representar o efeito visual de substâncias alucinógenas e retratar diferentes fases da vida de alguém imergido num vício.

Gastronomia

Rui Mota

Obra: Ilusão da Gastronomia Molecular

A proposta apresenta um menu de três pratos composto por cinco receitas diferenciadas, iniciando pelas Pedras Comestíveis com paté de fígado de galinha, maionese em grão e broa salsada, como entrada. Seguem-se noodles instantâneos de ervilhas com hortelã, e, como sobremesa, um ovo estrelado falso com casca de ovo na frigideira. O objetivo desta proposta é explorar, manipular e confecionar alimentos de forma criativa. Compor, comunicar e interpretar a linguagem dos alimentos, criando fatores de degustação.

Humor

Diogo Monteiro

Obra: Perder a Linha

«Perder a Linha» é uma obra composta por um vídeo de humor onde Diogo expressa alguns dos seus pensamentos e experiências sobre temas banais do quotidiano. O seu objetivo com esta obra foi mostrar que não é preciso ter ideias muito fora da caixa ou fazer algo muito complexo, para fazer rir. Por vezes basta uma poltrona e uma pessoa a falar para uma câmara.

Ilustração

Daniela Mata

Obra: GLACIALIS

«Glacialis» é um álbum ilustrado para miúdos e graúdos com o intuito de relembrar de que qualquer ação que tomemos, não interessa o quão pequena, terá sempre um impacto. As alterações climáticas são um tema atual e são muitas as voltas dadas para tentar encontrar uma solução. Por vezes a mudança é mais simples do que aparenta - e começa em nós.

Literatura

M.L. Vieira

Obra: 2518

2518 vive numa fábrica. A rapariga foi feita para trabalhar e nada mais. Um dia acorda com sonhos, visões de uma liberdade sobrenatural. Quando tenta racionalizar os seus sonhos, 2518 questiona 2517, a sua companheira de beliche. A sonhadora deseja saber se está realmente sozinha. Este foi o seu primeiro erro. Quando a administração começa a investigar a existência de um clone danificado, é uma corrida contra o relógio para escapar da fábrica.

Moda

Martim Contone, Francisca Santos e Mafalda Simões

Obra: Entulho

Uma coleção de peças de vestuário, enraizada no património cultural dos membros do grupo e assente na valorização e preservação dos recursos e meios locais. Inspira-se nas regiões de Cascais, Aveiro e Coimbra, através da utilização de materiais não convencionais, adquiridos em feiras e mercados de velharias. Assim, não só recorremos à tradição pessoal, mas também tentamos manter uma linguagem contemporânea e sustentável.

Música

Ana Roque Antunes

Obra: De Onde Venho

De Onde Venho é uma obra orquestral sobre a atual crise de refugiados. Foi gravada e interpretada pela Orquestra Clássica do Centro, com direção de Sérgio Alapont e masterização de Hugo Romano Guimarães @ N Studio Lisbon. O videoclip foi editado pela autora e utiliza imagens reais.

A obra é ainda acompanhada de um breve poema original, ilustrativo da narrativa musical:
do tumulto
da chuva
da dúvida
da fuga

para onde?

Pintura

Juliana Julieta

Obra: Puppy Love

Nesta pintura a óleo, três figuras - dois humanos e o seu fiel companheiro canino - reúnem-se num ambiente caloroso e convidativo, numa cena que explora diversos parentescos, cuidados e comunidade (queer), ecoando perspectivas de bell hooks e Donna Haraway em «The Companion Species Manifesto». Desafiam-se noções convencionais de amor romântico e monogâmico, bem como as estruturas familiares tradicionais, para apresentar uma visão diferente do amor, da família, dos laços e da vida doméstica.

Teatro

Leonor Wiborg

Obra: O Templo de Enrolar Um Cigarro

O Templo de Enrolar Um Cigarro surge como uma viagem catártica ao íntimo, explorando o emaranhar entre a relação com o ser individual e a relação com o outro; o confronto com a rejeição e a consciência dos outros como seres inteiros – mais do que a sua parte que se relaciona connosco. Depositar todo o nosso Eu no outro impede-nos de estar inteiramente e, quando nos tiram o tapete, sentimos que toda a nossa história passa tão rapidamente que cabe no tempo de enrolar um cigarro.

 

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