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Sessões «Direitos sem Filtros, a Justiça na Vida Real» em Castelo Branco

Promover os direitos e a cidadania ativa das pessoas jovens.

28/04/2026

No dia 22 de abril de 2026, a cidade de Castelo Branco foi palco de uma iniciativa marcante no âmbito do projeto «Crescer na Cidadania».

Promovida pela EAPN | Núcleo Distrital de Castelo Branco e pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Castelo Branco,  com a parceria do CLDS 5G  de Castelo Branco e do Instituto Português do Desporto e Juventude, a ação «Direitos sem Filtros: A Justiça na Vida Real»,  assinalou o Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância e Juventude com uma abordagem direta, atual e profundamente relevante.

A iniciativa reuniu 213 alunos do ensino secundário e profissional de vários estabelecimentos de ensino da cidade: 99 do Agrupamento de Escolas Amato Lusitano, 34 da ETEPA e 80 do Agrupamento de Escolas Nuno Álvares.

As sessões foram dinamizadas por Isabel Oliveira, jurista e mediadora escolar, que desafiou os jovens a refletirem sobre questões concretas do seu quotidiano.

Algumas das perguntas lançadas para debate, aproximando o conceito de justiça da realidade vivida pelos participantes, foram:

  • «Posso publicar um print de uma conversa privada?»; 
  • «Posso gravar um professor sem autorização?»; 
  • «Um insulto nas redes sociais é apenas uma opinião?».

Mais do que respostas, esta atividade procurou despertar consciência. Em destaque esteve a ideia de que ter direitos significa ser protegido, mas também implica responsabilidade.

Os direitos são fronteiras de dignidade e garantem segurança, liberdade e respeito. Já os deveres asseguram que essa liberdade é vivida em harmonia com os outros.


A reflexão foi ainda mais longe ao introduzir a importância da ética nas relações humanas. Cuidar não é invadir... é impedir que a violência se normalize. Muitas vezes, a vítima pode não ter força para pedir ajuda; por isso, a intervenção ética passa por criar espaços seguros onde possa, finalmente, respirar. Intervir é um gesto de cuidado, não de controlo e o silêncio, longe de proteger, acaba por favorecer o agressor, não a vítima.

Ao longo da sessão, foram lançados desafios concretos aos jovens, incentivando uma participação ativa e consciente: ver o que normalmente ignoram, analisar o seu impacto nos outros, reparar em quem fica de fora, romper o silêncio, fazer gestos de reparação e agir como o adulto que desejam ser.

A mensagem foi clara e impactante: os direitos não são prémios, são condições essenciais para viver com dignidade em sociedade. E a justiça começa nas pequenas ações do dia a dia, no respeito pelo corpo, pela voz e pela imagem de cada pessoa. Porque aquilo que dizemos, fazemos e partilhamos não é apenas conteúdo: é responsabilidade.

Com iniciativas como esta, reforça-se o compromisso de formar jovens mais conscientes, participativos e preparados para construir uma sociedade mais justa, empática e inclusiva.
 

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