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A Contraceção de Emergência

Utilização



A contraceção de emergência é um método que pode ser utilizado após uma relação sexual não protegida, quer por falta de contraceção, quer pela contraceção utilizada ter falhado. A contraceção de emergência pode ser utilizada até 120 horas (5 dias) após a relação desprotegida.

Os métodos contracetivos de emergência existentes são: a contraceção de emergência hormonal e o Dispositivo Intrauterino (DIU). 

Destes dois métodos, o mais utilizado é a contraceção de emergência hormonal (vulgarmente designada como «pílula do dia seguinte») que pode ser tomada por todas as mulheres que pretendem diminuir o risco de uma gravidez não desejada.

Atualmente, existem dois tipos de contraceção de emergência hormonal. Têm composições diferentes, atuam de forma semelhante, mas obedecem a procedimentos diferentes.

A contraceção de emergencia.

Modo de utilização

A contraceção de emergência deve ser utilizada nas horas seguintes à relação sexual que se considera de risco, de preferência o mais breve possível e até ao limite de 72 ou 120 horas, de acordo com o método usado.

Sempre que possível, deve ser utilizada nas primeiras 24 horas já que a sua eficácia diminui à medida que o tempo passa. A mulher deverá realizar um teste de gravidez à urina passadas 3 semanas da relação desprotegida.

Tem como indicação de uso quando o método usado falha ou quando não se usa qualquer contraceção.

 

Para mais informações contactar: o/a médico/a de família, um Gabinete de Saúde Juvenil ou a Sexualidade em Linha 800 222 003


O único mecanismo de ação provado até à data é o de inibição da ovulação. No entanto, também pode atuar de outras formas consoante a fase do ciclo da mulher em que é tomada:

• Pode impedir a fecundação/fertilização (o encontro do espermatozóide com o óvulo);
• Pode impedir a implantação do ovo na parede do útero (nidação).

A contraceção de emergência não é abortiva. A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o começo de uma gravidez a partir do momento que se dá a implantação do ovo nas paredes do útero (nidação). Se a mulher já estiver grávida, ou seja, se a nidação já tiver acontecido, a contraceção de emergência é totalmente ineficaz e não tem qualquer efeito nocivo sobre o embrião ou na gravidez.

Todos os medicamentos têm efeitos secundários e a contraceção de emergência não é exceção. Os efeitos secundários podem ser desagradáveis, mas não são malignos. Alguns dos efeitos consistem em: náuseas, vómitos, hemorragias irregulares (perda de sangue idêntica à menstruação), dores de cabeça, tensão mamária, sensação de cansaço.   

Uma boa estratégia para reduzir as náuseas é tomar a pílula com as refeições ou à hora de deitar. A toma de um antiemético (comprimidos anti-enjoo) 30 minutos antes de tomar a contraceção de emergência também é uma boa forma de diminuir as náuseas.

As mulheres que não podem tomar a pílula podem utilizar a contraceção de emergência, quando necessário. Isto porque, como esta consiste na toma de uma única dose hormonal, a sua ação face a alguns efeitos secundários contraproducentes para estas mulheres, habitualmente, não se observa.

Por outro lado, a contraceção de emergência mais usual não contém estrogénios, é uma contraceção progestativa, possuindo muito menos efeitos secundários. No entanto, no caso de uma mulher ter hipertensão arterial ou problemas com a coagulação do sangue, antes de tomar a contraceção de emergência deve consultar um/a médico/a.

Se a contraceção de emergência for tomada mensalmente ou mais do que uma vez no mesmo ciclo, não só haverá uma redução da sua eficácia, como também, poderá causar irregularidades no ciclo menstrual.

Se surgirem vómitos dentro das três horas após a toma da contraceção de emergência, é muito provável que esta não tenha sido absorvida pelo organismo e, por isso, deve ser tomada novamente. Neste caso, é importante não esquecer a toma de um comprimido para os vómitos antes da contraceção de emergência.      

Se alguns dias depois da toma da contraceção de emergência surgir hemorragia semelhante à menstruação é perfeitamente natural. Ao contrário do que se pensa, não se trata da menstruação, mas de uma pequena perda de sangue provocada pela toma da contraceção de emergência. A menstruação deverá aparecer na altura esperada, mas também pode surgir uns dias mais cedo ou mais tarde da data prevista.  

A contraceção de emergência pode provocar uma alteração do ciclo menstrual, interferindo com a altura em que a menstruação ocorre. Deste modo, a menstruação poderá surgir na data prevista, uns dias antes ou uns dias depois, depende de como o organismo reagir ao uso de uma contraceção hormonal.
  

Não, existe sempre a possibilidade de uma gravidez, uma vez que este método não é 100% eficaz. O risco é menor, mas não é impossível.

A contraceção de emergência pode prevenir três em cada quatro gravidezes não desejadas, mas é menos eficaz do que os métodos contracetivos de uso regular, sendo uma das razões pela qual não é adequada para uso diário. Deverá aconselhar-se a realização de um teste de gravidez na ausência de menstruação ou 21 dias após o uso do contracetivo de emergência.

A contraceção de emergência pode ser adquirida, gratuitamente, nos Centros de Atendimento a Jovens, nos Centros de Saúde ou Hospitais. Pode ser, também, comprada nas farmácias, parafarmácias e grandes superfícies. A contraceção de emergência hormonal não necessita de receita médica, no entanto, se houver oportunidade, a sua utilização deve ser discutida com um/a profissional de saúde, para justificar, ou não, a sua toma.

• Não protege das infeções sexualmente transmissíveis;
• Não é um método contracetivo de uso regular;
• É menos eficaz que os métodos contracetivos hormonais de uso regular;
• Não é abortiva;
• Não afeta a fertilidade;
• Quanto mais cedo for a sua toma após uma relação sexual desprotegida, maior a sua eficácia;
• Pode ser adquirida gratuitamente nos centros de saúde e hospitais;
• É recomendável a procura de aconselhamento técnico antes e após a utilização da contraceção de emergência.   

Atualizado em: 26/03/2020

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