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COMO PODEMOS AJUDAR?


Saúde Juvenil

Bullying



bullying acontece sempre que uma pessoa ou um grupo de pessoas faz uso de palavras ou comportamentos para causar medo e mal-estar no outro que se sente incapaz de se defender. Os comportamentos de bullying podem ser de agressão física, verbal ou relacional (quando se espalham rumores ou exclusão/isolamento).

 

Bullying versus troça inofensiva

  • Intencional: feito para intimidar versus brincadeira: feito para divertir;
  • Repetido versus esporádico;
  • Incessante, agravando-te no tempo versus parará, se lhe for pedido;
  • Provoca medo, angústia e sensação de perda de controlo versus a pessoa em causa sente-se descontraída.


Bullying versus zanga

  • Exercício de poder no outro versus surge de uma divergência ou discussão;
  • Impossibilidade de defesa versus possibilidade de contra-argumentar;
  • Envolve ameaças versus expressam-se pontos de vista;
  • Indesejado por uma das partes versus a divergência é mantida por ambas as parte.

bullying

bullying pode acontecer em diversos contextos: escolar/universitário, familiar, bairro em que se vive ou até nas redes sociais que se utilizam. No caso do bullying em contexto académico (escola ou universidade) pode coexistir com inseguranças e evitamento do local de ensino, pode interferir com a capacidade de concentração ou mesmo impedir a participação ativa das atividades da comunidade académica. Tornam-se mais prováveis as faltas às aulas ou mesmo o abandono académico, o que condiciona o sucesso profissional futuro.

 

Estou a ser vítima de bullying – e agora?

Se estás a passar pelo bullying, provavelmente sentes-te desamparado/a, humilhado/a e isolado/a. Lembra-te que a culpa não é tua e que não estás sozinho/a. Não foste tu que causaste a situação de bullying, mas ter uma ou outra estratégia pode ajudar-te a lidar com ela. Podes sentir-te tentado/a a faltar à escola, afastares-te dos teus amigos ou evitares situações em que podes encontrar a pessoa que te ameaça/violenta. No entanto, privares-te de momentos e atividades por essa razão, não é uma boa opção.

Aqui ficam algumas dicas para lidar com momentos de bullying. Nem todas servem para todas as situações e pessoas, por isso deves escolher a que resulta melhor no caso em questão:

  • Falar com amigos/as sobre o assunto e evitar o isolamento

Ter amigos/as e pertencer a um grupo protege-nos e facilita que os problemas de um se tornem menores porque são assuntos de todos.

  • Procurar outras pessoas que estejam a passar pelo mesmo

Saber como outros resolveram as dificuldades que temos pode dar-nos pistas para sabermos e experimentarmos formas alternativas de reagir e responder ao bullying.

  • Escrever num papel o que tem acontecido, o que estás a sentir e o que podes fazer, mesmo que não mostres a ninguém

Escrever ajuda a estruturar as ideias e, nesse sentido, ajuda-nos a pensar em alternativas e a praticar sentimentos de auto-confiança; por outro lado pode ser útil para quando quisermos expressar o nosso ponto de vista a outras pessoas.

  • Adotar percursos variados e diferentes do habitual

Pode ser útil ter rotinas variadas que dificultem a vida a quem exerce bullying, de forma a tornar menos previsíveis os nossos locais, passos ou actos.

  • Respirar

Parar e não fazer nada é, muitas vezes, uma forma que desarma o outro e que contraria uma possível escalada de agressividade, pelo que pode ser útil não responder; por outro lado, a respiração pode ajudar de três formas. A primeira é fisiológica, já que o estado de ansiedade estimula áreas do cérebro que nos provocam a hiperventilação, ou seja, inalamos o ar com mais rapidez; se fizermos um esforço consciente para mudar isso ajuda-nos a ficarmos mais calmos. A segunda está relacionada com o facto de trazermos à nossa atenção o momento presente quando tornamos a nossa respiração consciente. A última tem a ver com o facto de ser possível perceber que estamos ansiosos pela respiração, porque o fazemos sobretudo com a parte de cima do corpo e de forma rápida e não profunda.

  • Ignorar

bullying é geralmente consequência de uma vivência emocional desadaptativa, geradora de sofrimento. Ter este facto em conta facilita que ignoremos quem nos agride, passando a encarar as investidas como um sintoma e não como ataques pessoais.

  • Reportar

Contar a um/a professor/a, a um/a técnico/a da escola pode ajudar a lidar com a situação e com os medos e as frustrações que dela advém.

 

Recorrer ao Gabinete de Saúde Juvenil para obter ajuda de profissionais especializados.


Atualizado em: 26/03/2020

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