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Conferência de Juventude da União Europeia decorreu entre 24 e 26 de janeiro

Jovens portuguesas receberam o «Prémio do Júri», com o projeto «Ouroboro».

  

A Conferência de Juventude da União Europeia, sob presidência francesa do Conselho da União Europeia,  decorreu em ambiente digital, de 24 a 26 de janeiro, com a sede dos trabalhos instalada no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

A Conferência reuniu cerca de 260 delegados, entre jovens, representantes ministeriais, individualidades eleitas, designadamente do Parlamento Europeu e membros de associações de toda a Europa. A delegação portuguesa foi composta por Jorge Orlando  Queirós, representando o Ministério da Educação de Portugal,  e por três jovens: Ana Rita Pereira, Alexandre Galiza e Rui Oliveira.

Os temas-base da Conferência centraram-se na Estratégia da União Europeia para a Juventude 2021-2027, e mais concretamente nas prioridades do trio que iniciou agora funções (França, República Checa e Suécia): o Objetivo 3Sociedades Inclusivas, e o Objetivo 10 – Europa Verde e Sustentável. 

Sob o lema Unir esforços na defesa de uma Europa sustentável e inclusiva, estes temas serão a base do 9.º Ciclo do Diálogo com a Juventude.

Nesta fase do Ciclo estava em causa a identificação das matérias concretas que os jovens entendem dever fazer parte da consulta que vai ter lugar até à presidência checa, cabendo ao European Steering Group, em parceria com os investigadores, concretizar e coordenar o processo e a aplicação dos instrumentos da consulta que se segue.

A organização coube ao Ministério de Educação Nacional, Juventude e Desporto e ao Conselho Nacional de Juventude de França  (CNAJEP), com o apoio da Comissão Europeia.

Como parte do processo inerente ao sistema do Diálogo com a Juventude, foi possível tornar claras as prioridades da presidência de turno, e do Trio em geral, em torno dos objetivos referidos e procurando lançar pistas que permitam, no final do processo, identificar as formas pelas quais os jovens podem tomar parte na mudança ambiental que se pretende.

No painel que se seguiu à sessão de abertura, e a propósito de intervenções de jovens em prol da causa ambiental e a chamada à responsabilidade de decisores políticos, foi feita referência aos seis jovens portugueses que apresentaram uma queixa contra 33 países «por inação e ausência de medidas de combate às alterações climáticas», junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Paralelamente à Conferência, decorreu uma atividade de apresentação de projetos relacionados com o desenvolvimento sustentável, concebidos por jovens europeus, com idades compreendidas entre 18 e 30 anos. O conjunto de projetos que chegaram à Conferência resultaram do convite Young and Eco-Committed anteriormente lançado.

No total, houve 117 participantes de 15 Estados-membros. Foram apurados 15 projetos finalistas, selecionados de entre 55 candidaturas. Estes 15 projetos foram apresentados ao plenário da Conferência, com possibilidade de colocação de questões por parte dos membros do júri, presidido pela secretária de Estado da Juventude de França, Sarah El Haïry. 

O júri atribuiu prémios a quatro projetos que se destacaram, onde se inclui o projeto de Portugal Ouroboro, de Inês Lacerda e Rita de Sousa. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Para além dos quatro prémios do júri, foi eleito o prémio do público, que foi amplamente atribuído a uma iniciativa que se propõe recuperar material desportivo e  colocá-lo à disposição do público em geral, e de estudantes em particular, de forma a fomentar a prática desportiva. Trata-se do projeto La Friperie du Sport.

Os grupos de trabalho foram divididos em cinco grandes grupos, de acordo com os temas:

  • Education and Information;
  • Action and responsabilisation;
  • Governance;
  • Mobility and solidarity e
  • Access to infrastructure.

Por fim, de mencionar os seguintes aspetos:

  • A educação foi tema transversal à globalidade das intervenções, como chave e investimento mais seguro para participação dos jovens, a democracia e o desenvolvimento;
  • A introdução do conceito de youthwashing que, associado ao toquenismo, aponta para a necessidade de se abusar das referências à participação dos jovens e às consultas a que são sujeitos apenas para efeitos de sustentação do discurso político, mas sem aplicações nem efeitos práticos.

Como referido pela secretária de Estado da Juventude francesa, algo que se usa apenas para ficar bem na fotografia. Na ocasião, referiu-se que os jovens não falam apenas pelos jovens, mas pela sociedade em geral e pelo planeta; os jovens têm de estar no cerne dos processos de decisão; não devendo haver temas interditos à intervenção dos jovens.

Atualizado em: 08/02/2022

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